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O hipismo paraolímpico

Por Ana França | 12 de setembro de 2008

O atleta brasileiro Marcos Alves conquistou a sua segunda medalha de bronze no hipismo paraolímpico em Pequim. Marcos, que já havia terminado em terceiro lugar na prova de adestramento individual, conquistou também nessa sexta o bronze na categoria estilo livre com música. Nessa prova o atleta apresenta uma coreografia com uma música de sua escolha. Os juizes avaliam a criatividade da apresentação e também checam se os movimentos obrigatórios foram executados.

O hipismo paraolímpico possui algumas diferenças em relação ao hipismo tradicional. Nas Paraolimpíadas, homens e mulheres competem juntos e não há provas de saltos para evitar quedas. As provas são realizadas em uma pista retangular, com letras na lateral. O atleta precisa ir de de letra em letra, conforme descrito no roteiro prévio, chamado de reprise. A areia da pista é compactada para facilitar a locomoção. Para os atletas cegos, é permitido que os “chamadores” ajudem - uma pessoa fica em cada letra  chamando o atleta para que ele melhor se localize. No hipismo paraolímpico os cavalos também são premiados com medalhas e capas.

A bocha brasileira conquistou outro excelente resultado. Eliseu Santos e Dirceu Pinto conquistaram a medalha de ouro na prova de duplas. Ambos já havia conquistado medalhas nas provas individuais. Esta foi a primeira vez que o Brasil participa dessa modalidade nos Jogos Paraolímpicos.

Bocha

Outros bons resultados vieram da natação. Daniel Dias faturou a sua sétima medalha ao conquistar a prata nos 100 m peito. Já a equipe brasileira que disputou o revezamento 4 x 50 m livre terminou em terceiro lugar.

Foto: Eliseu Santos e Dirceu Pinto - ouro na bocha
Crédito: Natale Martins - CPB Divulgação

Tópicos: Jogos Paraolímpicos |

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