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Medalha inédita é fruto de muito trabalho

Por Ana França | 18 de agosto de 2008

Fernanda Oliveira e Isabel Swan conseguiram um feito inédito na madrugada desta segunda-feira. A dupla conquistou a medalha de bronze na classe 470. Esta foi a primeira medalha olímpica conquistada por uma mulher (neste caso, mulheres) do Brasil na vela. E foi fruto de muito esforço e trabalho. Fernanda Oliveira, que havia disputado a Olimpíada de Atenas em 2004, deu início a um excelente trabalho visando os Jogos de Pequim, logo após a chegada de Atenas. Desde então ela formou sua parceria com Isabel, buscou patrocinador, trouxe toda uma estrutura que incluiu treinador, psicólogo entre outros profissionais e, juntamente com Isabel, passou a disputar as principais regatas do mundo.

Vela

Isso tudo tem um significado: o esporte precisa de organização. O Brasil é um celeiro de grandes atletas nos mais diversos esportes. Muitos deles, porém, não chegam a brilhar em função da falta de uma estrutura necessária. Os atletas chineses e norte-americanos não diferem em nada dos brasileiros - o que difere é a organização por trás de suas participações. Fernanda e Isabel mostraram que o esporte brasileiro é capaz, basta estar devidamente organizado e planejado para alcançar o objetivo almejado.

Hoje vimos também a vitória arrasadora da seleção feminina de futebol em cima das alemãs, campeãs do mundo. Mesmo saindo atrás, as brasileiras viraram o jogo e mostraram um excelente futebol. Dá para ver uma garra e uma vontade de vencer nos olhos dessas jogadoras que a gente já não consegue mais ver na seleção masculina. Tomara que eu esteja errada e que a seleção masculina lute pra valer amanhã contra a Argentina.

Desorganização total do atletismo em Pequim. Nesse momento Fabiana Murer não consegue achar a sua vara para saltar. Fim da picada - a atleta anda de um lado para o outro e ninguém resolve o seu problema. Vamos e venhamos, isso lá tem cabimento de acontecer? Bom, na maratona feminina já não gostei muito do que vi. Na hora da hidratação os organizadores da prova colocaram as mesas com as respectivas garrafas das corredoras apenas em um lado da pista. Era mulherada atravessando a pista na frente das outras para buscar a garrafa a toda hora. A brasileira Marily dos Santos disse que nunca levou tanta cotovelada na vida. Já imaginou se uma delas tropeça e cai no meio das outras? Que isso pessoal…

Foto - crédito: Wander Roberto/COB

Tópicos: Medalhas |

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