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Participação histórica

Por Ana França | 17 de setembro de 2008

Terminaram nessa quarta, 17/09, os Jogos Paraolímpicos de Pequim. Os atletas brasileiros foram confiantes para Pequim, assim como os dirigentes do Comitê Paraolímpico Brasileiro, que estabeleceram a até então audaciosa meta de ficar entre os 10 primeiros colocados no quadro geral de medalhas.

Porém, o Brasil não só bateu a meta como foi além. Ao todo conquistamos 47 medalhas, 14 a mais do que na última edição dos Jogos. Dessas 47 medalhas, 16 foram de ouro (contra 14 de Atenas). Terminamos os Jogos na honrosa nona colocação. E os méritos não páram por aí.

Futebol de 5

O nadador brasileiro Daniel Dias tornou-se o atleta paraolímpico que mais conquistou medalhas nesses Jogos - nove ao todo, sendo quatro de ouro. O velocista Lucas Prado igualou o seu desempenho ao polêmico Oscar Pistorius, que entrou na competição como o grande nome do atletismo. Ambos conquistaram três medalhas de ouro. Pistorius criou uma enorme polêmica ao conseguir uma liminar que o permitiu disputar os Jogos Olímpicos. Pistorius, porém, não obteve o índice necessário para garantir a sua participação.

E para fechar com chave de ouro, ouro no futebol, como não podia deixar de ser. A seleção brasileira de futebol de cinco (para cegos) bateu a China por 2 a 1. Assim como nos Jogos Olímpicos, a maratona encerrou a competição. E o Brasil estava lá, novamente no pódio paraolímico. Tito Serra Prata ficou com a medalha de prata na categoria T46 para amputados.

E ainda tem gente que diz que esporte paraolímpico não é de alto rendimento…Muitos desses atletas brasileiros já vivem profissionalmente do esporte. Treinam cerca de oito horas por dia em dois períodos, cinco a seis vezes por semana. E rendem, como rendem.

Parabéns aos atletas brasileiros que souberam com muita garra, mais uma vez superar os seus próprios limites e elevar o Brasil à categoria dos 10 melhores países do mundo no esporte paraolímpico.

Foto: Crédito - Maurício Pinheiro - CPB/Divulgação

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Recorde de ouros

Por Ana França | 16 de setembro de 2008

TerezinhaNo penúltimo dia de disputa dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, os brasileiros batem o recorde no total de medalhas de ouro. Em Atenas, fechamos os Jogos com 14 ouros. Em Pequim, já temos 15.

O dia começou com 13 medalhas de ouro. Logo no final da tarde na China, Terezinha Guilhermina venceu os 200 m rasos e igualou o número de medalhas de Atenas. Nessa mesma prova, a brasileira Jerusa Santos obteve o bronze. Horas depois, Lucas Prado conquistou a sua terceira medalha de ouro nos Jogos ao vencer os 400 m rasos e o Brasil superou a marca de Atenas. E olha que amanhã ainda pode pintar mais uma medalha dourada. A seleção brasileira de futebol de 5 (para cegos) disputará a final contra a seleção chinesa.

No futebol de 7 perdemos por 4 a 0 do Irã e terminamos em quarto lugar. O basquete masculino terminou também sua participação em Pequim, fechando os Jogos na oitava colocação.

Com essas 15 medalhas de ouro o Brasil mantém a décima colocação no quadro geral de medalhas.

Foto: Terezinha Guilhermina e seu guia, Chocolate
Crédito: Saulo Cruz/CPB Divulgação

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Na reta final

Por Ana França | 15 de setembro de 2008

Os Jogos Parolímpicos de Pequim estão chegando ao fim. Nessa próxima quarta-feira, dia 17, acontecerá apenas a final do futebol de 5 e a cerimônia de encerramento. Todas as outras modalidades serão encerradas no dia anterior.

Felizmente o Brasil estará lá, na grande final do futebol de 5 (específico para cegos) e jogando contra ninguém menos do que os chineses, donos da casa. Ainda na fase de classificação, em jogo para cumprir tabela, o Brasil empatou em 0 a 0 com a China. Na quarta, vamos torcer para que a nossa seleção brilhe ainda mais, afinal, estamos em busca é do bicampeonato olímpico.

A natação brasileira deu um verdadeiro show em Pequim. Ao todo foram conquistadas 19 medalhas, sendo 8 de ouro. O grande nome dessa Olimpíada é, sem dúvida, Daniel Dias. Dessas 19 medalhas Daniel faturou 9. Quem também foi muito bem em Pequim foi André Brasil. Nessa segunda ele venceu os 50 m livre na classe S10. Em segundo lugar ficou o também brasileiro Philipe Andrews. André possui uma pequena sequela de poliomielite na perna esquerda. Em 2005, durante um evento realizado no Rio, os organizadores chegaram inclusive a banir a sua participação, alegando que o atleta não poderia disputar a natação paraolímpica. Felizmente o Comitê Paraolímpico Brasileiro interviu e André voltou a nadar e a competir.

Medalha histórica para o tênis de mesa brasileiro por equipe. Luiz Algacir e Welder Kave derrotaram os chineses na semi e perderam para os franceses por 3 a 1 na final, ficando com a medalha de prata. No futebol de 7 disputaremos a medalha de bronze nessa terça-feira.

Foto - André Brasil - ouro nos 50 m livre, classe S10
Crédito - CPB/Divugação

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O hipismo paraolímpico

Por Ana França | 12 de setembro de 2008

O atleta brasileiro Marcos Alves conquistou a sua segunda medalha de bronze no hipismo paraolímpico em Pequim. Marcos, que já havia terminado em terceiro lugar na prova de adestramento individual, conquistou também nessa sexta o bronze na categoria estilo livre com música. Nessa prova o atleta apresenta uma coreografia com uma música de sua escolha. Os juizes avaliam a criatividade da apresentação e também checam se os movimentos obrigatórios foram executados.

O hipismo paraolímpico possui algumas diferenças em relação ao hipismo tradicional. Nas Paraolimpíadas, homens e mulheres competem juntos e não há provas de saltos para evitar quedas. As provas são realizadas em uma pista retangular, com letras na lateral. O atleta precisa ir de de letra em letra, conforme descrito no roteiro prévio, chamado de reprise. A areia da pista é compactada para facilitar a locomoção. Para os atletas cegos, é permitido que os “chamadores” ajudem - uma pessoa fica em cada letra  chamando o atleta para que ele melhor se localize. No hipismo paraolímpico os cavalos também são premiados com medalhas e capas.

A bocha brasileira conquistou outro excelente resultado. Eliseu Santos e Dirceu Pinto conquistaram a medalha de ouro na prova de duplas. Ambos já havia conquistado medalhas nas provas individuais. Esta foi a primeira vez que o Brasil participa dessa modalidade nos Jogos Paraolímpicos.

Bocha

Outros bons resultados vieram da natação. Daniel Dias faturou a sua sétima medalha ao conquistar a prata nos 100 m peito. Já a equipe brasileira que disputou o revezamento 4 x 50 m livre terminou em terceiro lugar.

Foto: Eliseu Santos e Dirceu Pinto - ouro na bocha
Crédito: Natale Martins - CPB Divulgação

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Mais um ouro para Daniel

Por Ana França | 11 de setembro de 2008

Tudo está se encaminhando para que o nadador Daniel Dias seja o grande nome do Brasil nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Nesta quinta Daniel conquistou a sua quarta medalha de ouro ao vencer os 200 m medley na classe S5. O atleta já cativou até mesmo a dura torcida chinesa. O público chinês vibra a cada braçada do brasileiro.

Outro bom resultado também foi conquistado pelo atleta Odair Santos, que faturou a sua segunda medalha de bronze. Odair terminou a prova dos 5.000 m em terceiro lugar. No remo, medalha de bronze para Elton Santana e Josiane Lima na categoria skiff duplo misto. Já a brasileira Cláudia Santos, atual campeã mundial e cotada para ser a medalhista de ouro, acabou a final da categoria skiff simples na última colocação.

Odair Santos

O basquete feminino do Brasil perdeu suas quatro partidas na fase eliminatória e está fora dos Jogos. Mas o que vale é que estamos dentro da meta: o Brasil ocupa nesse momento a sétima colocação no quadro de medalhas.

Foto: Odair Santos, bronze nos 5.000 m
Crédito: Pedro Rezende - CPB Divulgação

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É tetra

Por Ana França | 10 de setembro de 2008

TenórioO brasileiro Antônio Tenório conquistou um feito inédito para o esporte paraolímpico brasileiro. Tenório tornou-se o primeiro tetracampeão paraolímpico do Brasil ao conquistar a medalha de ouro no judô na categoria até 100 kg. O atleta é realmente um exemplo a ser seguido e não foi à toa que o Comitê Paraolímpico Brasileiro o escolheu para carregar a bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos.

Tenório perdeu a visão de um olho ainda criança, ao receber uma bolada. Anos mais tarde uma infecção tirou a visão do seu outro olho. O judô paraolímpico é muito parecido com o judô tradicional. A maior diferença acontece no início da luta, já que os competidores devem iniciar com a pegada feita. Os juízes também são um pouco mais “camaradas” e não tiram pontos de quem sair da área de combate. O  judô paraolímpico é disputado exclusivamente por deficientes visuais. O círculo vermelho no braço do lutador indica que ele é cego.

Na natação, Daniel Dias ficou com a prata nos 50 m borboleta. Quem também conquistou uma medalha de prata foi a atleta brasileira Shirlene Coelho, no lançamento de dardo. Ainda no atletismo, Odair Santos faturou o bronze nos 800 m - bronze esse que não foi tão comemorado pelo atleta que era apontado como o grande favorito ao ouro.

No hipismo, Marcos Alves ficou com o bronze no adestramento individual. No remo, Cláudia Santos, atual campeã mundial da modalidade, classificou-se com tranquilidade para a final no skiff simples. O tênis paraolímpico brasileiro, porém, está fora dos Jogos. Carlos Santos e Maurício Pomme foram eliminados tanto nas simples como nas duplas.

Foto: Antônio Tenório
Crédito: Pedro Rezende - CPB - Divulgação

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Mais ouros

Por Ana França | 9 de setembro de 2008

O Brasil mantém a honrosa quinta colocação no quadro geral de medalhas, nesta manhã de terça-feira. Outras quatro medalhas de ouro foram conquistadas nesse terceiro dia de competição. Na natação, Daniel Dias ficou com o ouro (o terceiro dele nos Jogos) nos 200 m livre e bateu o recorde mundial. Quem também bateu o recorde mundial (que já era dele mesmo) foi André Brasil, primeiro lugar nos 100 m livre. Nessa prova, inclusive, deu dobradinha brasileira - Phelipe Rodrigues ficou com a medalha de prata.

Por falar em dobradinha, também no atletismo teve dupla de brasileiros, nesse caso - brasileiras, no pódio paraolímpico. Terezinha Guilhermina e Ádria Santos conquistaram a prata e o bronze, respectivamente nos 100 m rasos classe T11. Nessa mesma prova e classe, no masculino, o brasileiro Lucas Prado deu um verdadeiro show e conquistou a medalha de ouro, além de também bater o recorde mundial.

Atletismo feminino

Ouro inédito também na bocha. Dirceu Pinto faturou a classe BC4 e Eliseu Santos ficou com a medalha de bronze. Pena que os dois se enfrentaram na semifinal, pois caso contrário possivelmente teríamos uma final brasileira.

No basquete masculino perdemos para Israel. Já o goalball feminino e o futebol de 5 venceram nessa terça.

Foto: Terezinha Guilhermina e Ádria Santos, prata e bronze respectivamente nos 100 m classe T11
Crédito: Saulo Cruz / CPB Divulgação

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Bom começo

Por Ana França | 8 de setembro de 2008

Os atletas paraolímpicos brasileiros começaram muito bem nos Jogos de Pequim e o Brasil é, nesse momento, o quinto colocado no quadro geral de medalhas. Excelente, já que a meta é terminar os Jogos entre os 10 primeiros países. Tá certo que muita água ainda vai rolar em Pequim, mas muitos esportes estão apenas começando.

Assim como nos Jogos Olímpicos, a natação paraolímpica brasileira está fazendo história em Pequim. Daniel Dias já conquistou duas medalhas de ouro, nos 100 m livre e nos 50 m costas. Outra atleta que já entrou para o rol dos “grandes” em Pequim, é o brasileiro André Brasil, que venceu os 100 m costas e bateu o recorde mundial da prova.

Daniel Dias

As outras três medalhas do Brasil foram conquistas no judô, por mulheres. Karla Cardoso ficou com a prata na categoria até 48 kg, enquanto que Michelle Ferreira e Daniele Silva conquistaram o bronze, nos 52 kg e 57 kg, respectivamente.

Muitos outros brasileiros competem já nesse segunda dia dos Jogos. Hoje ainda tem ciclismo, atletismo, vela, goalball, futebol de 7, basquete e vôlei sentado.

Foto: Daniel Dias
Crédito: Saulo Cruz - CPB Divulgação

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Não teve jeito

Por Ana França | 5 de setembro de 2008

O Comitê Paraolímpico Brasileiro protestou mas a decisão foi mantida. Clodoaldo Silva foi mesmo reclassificado e passou da classe S4 para a S5, na qual competem atletas com menos deficiência.  O atleta fez uma nova avaliação funcional na manhã dessa sexta e, novamente, foi classificado pelos médicos do IPC (Comitê Paraolímpico Internacional) como pertencente à classe S5.

Como já era esperado Clodoaldo ficou indignado com a decisão e sentiu-se injustiçado. Como protesto o paratleta brasileiro decidiu que não disputará as provas nas quais teria alguma chance de obter medalha. Clodoaldo só disputará os 50 m costas, prova em que ele tem o pior tempo, e os revezamentos 4 x 50 m livre e medley - apenas por consideração aos demais integrantes da equipe.

Clodoaldo

Clodoaldo chegou em Pequim sendo comparado com o norte-americano Michael Phelps. O atleta é considerado o maior nome da natação paraolímpica. Em Atenas ele ganhou seis medalhas de ouro e em Pequim iria disputar nove provas.

A abertura oficial dos Jogos Paraolímpicos de Pequim tem início às 9h desse sábado, horário de Brasília.

Foto- crédito: Saulo Cruz/CPB Divulgação

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Tudo pronto para a abertura dos Jogos

Por Ana França | 3 de setembro de 2008

A abertura dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, marcada para o próximo dia 6, às 20h (China), tem tudo para ser um espetáculo ainda mais comovente do que foi a abertura dos Jogos Olímpicos. O local escolhido para sediar o evento também foi o Ninho de Pássaro e, assim como na competição anterior, a abertura abordará a história e a cultura da China.

A grande novidade, porém, ficará por conta da escolha de mais um tema a ser homenageado na abertura: a vida.  A apresentação será baseada no emblema dos XIII Jogos Paraolímpicos, que simboliza o céu, a Terra e os seres humanos. Os artistas, em sua grande maioria, são portadores de alguma deficiência.

Antônio Tenório

O judoca Antônio Tenório é quem desfilará à frente da delegação brasileira na abertura. O atleta, que é tricampeão olímpico na classe B1 (cego total) na categoria até 100 kg, foi escolhido pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) como o porta bandeira do Brasil. Nesse ano, Tenório conseguiu também um feito inédito: sagrou-se campeão paulista meio-pesado no judô convencional. Antônio Tenório ficou cego ainda criança, quando levou uma bolada no olho direito durante uma brincadeira e perdeu a visão. Anos mais tarde, uma infecção no olho esquerdo também tirou a visão do atleta.

E a polêmica em torno da avaliação da classificação funcional de Cloaldo Silva ainda persiste. O atleta brasileiro até se apresentou ao Comitê Paraolímpico Internacional na última terça, data marcada para a sua avaliação, mas disse que não estava se sentindo muito bem e pediu que a sua avaliação fosse realizada apenas na quinta,  4 de setembro, prazo final para a realização dos testes.

Foto: Antônio Tenório
Crédito - Comitê Paraolímpico Brasileiro

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