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Einstein aprende a sorrir
Por Gisele Ribeiro | 20 de julho de 2009
UC San Diego O robô Einstein aprendeu sozinho a fazer expressões faciais realísticas |
Você está vendo o camarada da foto ao lado? Se a língua dele estivesse de fora, você certamente diria que ele é um sósia do físico Albert Einstein. Mas ele nem humano é. O Einstein aí é um robô criado na Universidade de San Diego, na Califórnia e, em termos de desenvolvimento cognitivo, ele ainda está muito longe da genialidade do pai da relatividade. O que ele consegue fazer, nenhum outro robô faz: expressões faciais incrivelmente realísticas. O robô Einstein aprendeu sozinho a sorrir, franzir a testa, levantar e abaixar as sobrancelhas, arregalar e apertar os olhos e levantar as bochechas.
Os pesquisadores da UC San Diego usaram uma técnica de inteligência artificial conhecida como “aprendizado autoguiado”. Por meio dessa técnica, o robô é colocado diante de um espelho e configurado para movimentar a cabeça de um lado para outro e de cima para baixo, analisando suas próprias expressões faciais durante esses movimentos. Usando o software de detecção de expressão facial Computer Expression Recognition Toolbox (Cert), criado pelos pesquisadores, ele recebe os dados necessários para que seus algorítimos de aprendizado façam o mapeamento entre as expressões faciais e os movimentos dos motores que acionam seus músculos faciais. Uma vez que o robô aprende a relação entre expressões faciais e movimentos dos músculos exigidos para fazê-las, consegue fazer expressões faciais que ele nunca tinha feito antes. Por exemplo: se ele levanta as bochechas, ele vê no espelho que músculos estão envolvidos e passa a fazer outros movimentos faciais, como franzir a testa e apertar os olhos, associados aos mesmos músculos.
O robô Einstein tem hoje 30 músculos faciais, cada um movido por uma corda conectada a um minúsculo servo-motor (tipo de motor auxiliar). Embora altamente realísticas, algumas expressões do Einsten robótico ainda são estranhas. E os pesquisadores acreditam que seu modelo robótico seja muito simples para conseguir as interações corretas entre os músculos faciais e a pele. Mas eles também acreditam que isso mudará a partir do momento que ele passe a usar todos os músculos da face e passe a explorar mais essas expressões. Os pesquisadores se baseiam em teorias de psicólogos de desenvolvimento que sustentam que as crianças aprendem a controlar seus corpos por meio de movimentos exploratórios sistemáticos, incluindo o balbucio para aprender a falar. “No início, os movimentos parecem ser executados de maneira aleatória enquanto as crianças aprendem a controlar seu corpo e a alcançar objetos”, explica Tingfan Wu, estudante de doutorado de ciência da computação do grupo de pesquisa do robô Einstein. Wu espera, um dia, que seu Einstein robótico consiga imitar a célebre expressão facial do verdadeiro Einstein.
Tópicos: Geral, Robótica, Traquitanas, Wireless |

8 de setembro de 2009 às 1:15 pm
Interessante, mas para que serve esse robô?
24 de setembro de 2009 às 2:13 pm
Simples serve pra um dia quem sabe virar uma prótese de alguém q foi desfigurado em um incêndio
27 de setembro de 2009 às 2:17 pm
MAIS QUE MULHER BURRA, ORA PRA QUE SERVE! ESTE MESMO TIPO DE PENSAMENTO SE TEVE QUANDO INVENTARAM A TV. E OLHA HJ O QUE É A TELEVISÃO PARA O SER HUMANO. NÃO SE TRATA APENAS PARA QUE SERVE, E SIM ATÉ ONDE VAI A CAPACIDADE DO SER HUMANO EM CRIAR AS COISAS.
21 de outubro de 2009 às 7:27 pm
Nossa,que interessante essa tecnica em que o robo aprende sozinho se olhando no espelho.