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Em vez do lixo, uma nova missão
Por Renato Rodrigues | 24 de julho de 2008
Um robô que estava destinado ao lixo com a chegada de novos modelos ganhou uma nova - e perigosa - missão para o sempre ocupado exército americano. Trata-se de um robô da 95ª Divisão Química, que vem sendo “treinado” desde 2005. Agora, ele está pronto para entrar em ação nos aprazíveis Iraque e Afeganistão.
O autômato tem nome (bem) complicado: Veículo Químico, Biológico, Radiológico e Nuclear Não-tripulado de Solo, ou CUGV na sigla em inglês. Antigamente, sua tarefa era carregar explosivos no quartel de Fort Leonard, nos EUA. Como agora essa unidade fez um upgrade em seus ajudantes mecânicos, o Departamento de Defesa resolveu levar o pobre CUGV para detectar explosivos, radioatividade e demais perigos do tipo no Oriente Médio.
As vantagens do robô sobre um soldado são várias. Um humano, mesmo protegido por um uniforme especial (chamado de “Nível A”) pode ficar apenas 45 min em um ambiente contaminado. O CUGV agüenta 4 horas. Além disso, esses uniformes (uma espécie de escafandro) são úmidos, apertados e tiram o campo de visão. Se o soldado respirar mais rapidamente então, o tempo é ainda menor.
O CUGV detecta amônia, cloro, monóxido de carbono, níveis de oxigênio, explosivo, compostos orgânicos voláteis (como gás metano), radiação gama, temperatura e humidade. Um upgrade em seus sensores também permite que ele verifique armas químicas. Ele tem um braço mecânico para abrir portas e colocar sensores, além de voltar a ficar de pé caso caia. Se algo der errado, perde-se o robô, não a vida de um soldado.
Tópicos: Robótica |
