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Memória de alta capacidade

Por Gisele Ribeiro | 11 de abril de 2008

Uma memória de computador que combina o alto desempenho e a confiabilidade da memória flash com o baixo custo e a alta capacidade do disco rígido pode estar mais próximo da realidade do que se imagina. Uma equipe do IBM Almaden Research Center, em San Jose, California, publicou na ediçao da revista Science de 11 de abril, um estudo descrevendo os fundamentos da tecnologia chamada “racetrack memory” – ou memória de pista de corrida (os dados correm ao longo do nanofio). Essa tecnologia vai capacitar os dispositivos eletrônicos a armazenar muito mais dados do que é possível atualmente, com custo baixo (100 vezes mais barata que a memória flash) e mais estabilidade e durabilidade do que as memórias e os discos rígidos de hoje.

Equipe de pesquisadores da IBM representam no kart o funcionamento da racetrack
Equipe de pesquisadores da IBM representam no kart o funcionamento da racetrack

Segundo os pesquisadores, essa tecnologia poderia fazer com que um tocador de MP3, como um iPod, armazenasse cerca de 500 mil músicas ou 3.500 filmes – 100 vezes mais do que é possível hoje. Os dispositivos eletrônicos com esse tipo de tecnologia também consumiriam menos bateria, aqueceriam muito menos e seriam praticamente inquebráveis, já que a racetrack não degrada como a flash e não tem partes móveis como ocorre com os discos rígidos.

Diagrama mostra base do funcionamento da racetrack
Diagrama mostra base do funcionamento da racetrack

A memória racetrack consiste de um conjunto de bilhões de nanofios de silício. Cada nanofio é capaz de “segurar” centenas de bits de dados. Ao contrário da memória flash, em que os bits são armazenados como cargas elétricas em um transístor, a memoria racetrack armazena dados como uma série de campos magnéticos distintos ao longo do fio. A memória flash degrada com o passar do tempo à medida que a carga vaza e as células de memória desgastam-se, mas a memória racetrack, que usa campos magnéticos, não tem esse problema. E comparada com os discos rígidos usados em notebooks e PCs, que armazenam dados em um grande prato giratório, a memória racetrack não tem partes móveis e pode ser feita em silício, o que a torna mais robusta.

Mas você deve estar pensando que a teoria ainda deve estar muito longe da prática. E você está certo. Os pesquisadores da IBM acreditam que a memória racetrack só estará pronta para o mercado daqui a 10 anos. O que não é exatamente um motivo de descrédito. Basta lembrar que a empresa inventou e colocou nos computadores e dispositivos eletrônicos que usamos hoje brinquedinhos como chip de memória, disco rígido e banco de dados relacional – todos eles iniciados em pesquisas experimentais nos laboratórios da Big Blue.

Tópicos: Inovação tecnológica, Novos materiais, Tecnologias emergentes |

5 Respostas para “Memória de alta capacidade”

  1. Leandro Diniz disse:
    21 de abril de 2008 às 10:30 am

    È uma boa noticia! O problema é que demora muito tempo para chegar até o consumidor final.

  2. Ramon Tatico disse:
    23 de abril de 2008 às 5:07 pm

    Acho que o mais importante e acima de tudo é o primeiro passo e já foi dado…!

  3. Rodrigus disse:
    9 de maio de 2008 às 7:50 am

    Mas se a memória é baseada no magnetismo, devemos lembrar que como os discos magnéticos que não podem ser aproximados de campos eletro-magnéticos e imãs. Sob o risco de perda de dados. A não ser que a IBM tenha um sistema de proteção suficientemente eficiente para isso.

  4. Filipe disse:
    12 de junho de 2008 às 2:58 pm

    Ainda bem que até lá o Brasil já esteja atualizado nesses meios tecnológicos.

  5. ismael disse:
    13 de junho de 2008 às 3:24 am

    A tecnologia ja nao esta animar pah. toda hora novas coisas!!

Comentários