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Chip atômico

Por Gisele Ribeiro | 7 de abril de 2008

A Intel mostrou, semana passada, no Fórum de Desenvolvedores da Intel, em Xangai, sua nova linha de micropocessadores Atom. Pequenos e de baixo consumo de energia, os chips são voltados para o mercado de dispositivos para internet móvel (MIDs), como telefones celulares e micros de mão. A Intel pretende, com isso, tentar solucionar um dos maiores problemas desses aparelhos: o mau desempenho comparado ao dos computadores.

Segundo Vijay Krishnan, direito do grupo ultramóvel da Intel, os processadores atuais desses dispositivos levam vários segundos para carregar web sites e, muitas vezes, o fazem incorretamente. Os chips Atom, que devem chegar ao mercado no meio deste ano, são seis vezes mais rápidos que os ARM que integram a maioria dos dipositivos de internet móvel. Além disso, diz Krishnan, os Atom são compatíveis com com muitas das linguagens de programação e aplicações (JavaScript e Flash, por exemplo), o que os torna “mais compatíveis com todas as partes da Internet”.

Chip Atom, da Intel, é menor do que uma moeda de 1 centavo de dólar

A linha Atom também se destaca pelo baixo consumo de energia. Enquanto os dual-core da Intel usam até 35 watts, os Atom usam 3 watts ou menos. O chip consome energia de acordo com o uso do dispositivo. Se a memória cache não está sendo usada, por exemplo, ela é desligada pelo chip. Como a Intel conseguiu isso? Segundo ela, criando estados de uso de energia e alterando a maneira como o chip lê as instruções. A maneira como o chip funciona deve ampliar a duração das baterias. Os Atom têm 45 milhões de transístores e um décimo do tamanho de uma moeda de um centavo de dólar.

Apesar das aparentes vantagens dos Atom, ainda vai demorar para a Intel desbancar a ARM no mercado de dispositivos para Internet móvel.

Tópicos: Inovação tecnológica, Internet, Mobilidade |

8 Respostas para “Chip atômico”

  1. Paulo Henrique disse:
    7 de abril de 2008 às 11:29 pm

    Para quem imagina “alienigenas” com tecnologias avançadas, já podemos nos comparar com eles rsrs
    Muito impressionante 45 milhões de transístores em um objeto que mede um décimo do tamanho de uma moeda de um centavo de dólar!!
    Mas creio eu que em breve farão processadores sem transistores, reduzindo ainda mais o seu tamanho, consumo e temperatura.

  2. edvan disse:
    8 de abril de 2008 às 10:39 am

    exelente matèria!

  3. LUAN disse:
    8 de abril de 2008 às 6:54 pm

    EU SÓ QUERO VER QUANTO TEMPO DEPOIS DE SER LANÇADO ELE VAI CHEGAR AQUI NO BRASIL

  4. tiago disse:
    9 de abril de 2008 às 4:27 pm

    isso nuam vai dar certo

  5. Filipe disse:
    10 de abril de 2008 às 5:05 pm

    Como Brasil está sempre atrasado deve demorar um bom tempo, a industrialização demorou 100 anos.

  6. Felipe disse:
    11 de abril de 2008 às 7:45 pm

    Colocaram o homem na Lua na decada de 60, e depois de inventarem o computador, 37% dos lares no mundo tem computador. No Brasil vai demorar? Não só depende da baixa dos impostos de produtos importados. Filipe, o Brasil não é atrazado, me perdoe, mas atrazadas são as pessoas que pensam que nem você, pois em matéria de tecnologia, nossas empresas dão um show.

  7. Fernando disse:
    15 de abril de 2008 às 4:04 pm

    Desculpe-me,Felipe, mas colocando o nacionalismo de lado, nosso país demora muito sim a usufruir em larga escala de muitas tecnologias.
    Não somos atrasado somente em tecnologia; alguma pessoas escrevem atrasado com “z”, por exemplo.

  8. Aparecida disse:
    17 de abril de 2009 às 2:17 pm

    concordo com Fernando!

    Felipe é nacionalista demais!!!!!

    Sabemos que a realidade é “triste” temos que aceitar, e tentar fazer cada um sua parte.

    Agora o exemplo do “z” foi horrível!

Comentários