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Implante de chip para visão

Por Gisele Ribeiro | 23 de outubro de 2009

Chips que prometem devolver a visão a quem não enxerga não são bem uma novidade. Em 2002, duas pesquisas, uma sobre implante de chip na retina e outra de implante de chip no cérebro, já mostravam resultados promissores na restauração da visão. Mas agora o Laboratório de Pesquisas de Eletrônicos (RLE) do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) está desenvolvendo um chip que, implantado no globo ocular, leva, sem o uso de fios, a informação visual diretamente para o cérebro. A pesquisa está tão avançada que os testes clínicos começam em três anos. O que tem o chip do MIT de tão diferente dos já desenvolvidos para estar tão próximo de virar realidade? Enquanto os outros dois projetos ainda estão tentando fazer com que os implantes deem ao paciente a capacidade de reconhecer rostos e ler letras grandes, o do MIT já faz isso.

Implante de chip de visão que envia a informação visual diretamente para o cérebro

Eis aqui como funciona: o paciente que tem o chip implantado no globo ocular usa um óculos contendo uma minúscula câmera de conexão sem fio. As imagens captadas pela câmera são enviadas para o microchip, que as transmite ao cérebro. Os óculos também contêm uma bobina que transmite energia para as bobinas receptoras colocadas em torno do globo ocular. Quando o microchip recebe a informação visual, ele ativa os eletrodos que simulam as células nervosas nas áreas da retina correspondentes às características da cena visual. Os eletrodos ativam diretamente os nervos ópticos que carregam os sinais para o cérebro, contornando as camadas danificadas da retina. Para evitar danos provocados pela infiltração de água e prolongar a duração do implante, o microchip foi encapsulado em um estojo de titânio - material que também é de difícil rejeição pelo corpo humano.

Os pesquisadores dizem que esse sistema não vai restabelecer 100% da visão, mas dará ao paciente a capacidade de navegar por uma sala e reconhecer rostos. “Se eles puderem reconhecer os rostos das pessoas em um sala, poderão se integrar socialmente ao ambiente, em vez de ficarem apenas sentados esperando que alguém fale com eles”, diz Shawn Kelly, pesquisador do Laboratório de Pesquisa de Eletrônicos, do MIT.

O implante é destinado a pessoas que perderam a visão em função da retinite pigmentosa ou degeneração macular causada pelo envelhecimento. Os pesquisadores esperam obter com os testes clínicos informações que permitam refinar o algoritmo implementado no chip para produzir visão útil. O objetivo é criar um chip que possa ficar implantado por 10 anos e que não ofereça risco de danificar o olho.

Tópicos: Ciência e Saúde, Geral | Sem Comentário »

Mesa digitalizadora multitoque

Por Gisele Ribeiro | 20 de outubro de 2009

A fabricante de mesas digitais Wacom parece ter percebido que nem sempre uma caneta stylus é melhor que os dedos e acaba de lançar a linha de mesas digitalizadoras Bamboo com uma versão sensível ao toque, outra que usa caneta, e uma terceira que reúne as duas tecnologias. Os tablets Wacom adicionam um trackpad ao notebook ou ao computador de mesa, permitindo que o usuário tenha uma área maior de movimento do que usando um mouse convencional. As mesas digitalizadoras geralmente são usadas para quem desenha. Para estes é muito mais fácil fazer o desenho no computador usando as facilidades do acessório.

Mesa digitalizadora Bamboo Wacom Pen & Touch

Com 12,7 cm x 8,8 cm, a Bamboo Touch é mais larga que os touchpads convencionais e suporta todos os tipos de gestos, inclusive o zoom com dois dedos e o scrolling, que ficaram conhecidos quando a Apple lançou o iPhone. A Bamboo Pen tem o mesmo tamanho da Touch, mas funciona apenas com a caneta stylus. Já a Bamboo Pen and Touch é o melhor dos dois mundos – pelo menos para designers e artistas gráficos: você pode usar o toque para navegar e, nos detalhes, aplicar a caneta. A nova linha Bamboo é compatível com Mac e PC, e os preços variam, nos EUA, entre US$ 70 e US$ 100. Aqui no Brasil, começam em R$ 1.200.

Tópicos: Computadores, Imagem digital, Traquitanas | Sem Comentário »

Teclado ou computador?

Por Gisele Ribeiro | 1 de outubro de 2009

O Eee Keyboard PC, da Asus, foi apresentado em fevereiro deste ano na CeBIT 2009, em Hannover, na Alemanha, com lançamento mundial marcado para maio. Mas a Asus adiou a entrega para junho, depois para agosto e agora para outubro. Se realmente chegar às lojas este mês, o Eee Keyboard PC valerá o investimento. O teclado é um computador completo, com chip Atom de 1,6 GHz, 16 GB de RAM e visor touchscreen onde deveria estar o teclado numérico. Por meio desse visor é possível controlar todas as funções do aparelho.

Dito assim, nem parece grande coisa, mas o Eee Keyboard PC é um destes gadgets capazes de colocar seu computador na lista de itens esquecidos. Com tecnologia HDMI sem fio e Bluetooth, ele transmite vídeos e música para qualquer tela que você tenha em casa – desde que ela seja compatível ou que você tenha um adaptador Wireless HDMI. Isso significa que se você levar o teclado para a sala, pode transmitir para o seu sistema de home theater os filmes que você acabou de baixar da Internet, ou aquele vídeo do YouTube que você queria ver em alta definição com os amigos. Sim, o Keyboard PC acessa a Internet via WiFi e ainda permite que você economize com ligações telefônicas. O aparelho traz embutido o software Skype. Agora é esperar para ver com que sistema operacional o Keyboard PC virá: Windows XP ou Linux. Preço estimado: entre US$ 250 e US$ 300.

Tópicos: Casa, Computadores, Inovação tecnológica, Internet, Música, Rede, Som e Imagem, Tecnologias emergentes, Wireless | 1 Comentário »

Você usuaria seu próprio sangue para acender uma lâmpada?

Por Gisele Ribeiro | 22 de setembro de 2009

Parece que o designer inglês Mike Thompson andou levando a serio demais a história de usar seres humanos como pilhas, como no filme “Matrix”. Ele propõe a fabricação da Blood Lamp, um recipiente em formato de lâmpada que funciona com sangue humano. Para acendê-la, basta quebrar a tampa, espetar o dedo no vidro quebrado e deixar que as gotas de sangue caiam na solução que está dentro da lâmpada. Alguma química misteriosa (que o designer não explica)  acontece e - záz - faz-se a luz! Thompson acredita que, dessa forma, as pessoas se conscientizariam de que manter ligados gadgets e acesas luzes tem um custo muito alto para o ambiente. “Um simples interruptor nos permite ligar aparelhos e gadgets 24×7 sem pensarmos de onde vem essa energia e o custo dela para o ambiente”, diz Thompson. “Como a lâmpada só pode ser usada uma vez, o usuário é forçado a pensar [de maneira bastante dolorosa, diga-se de passagem] o quanto de energia ele desperdiça diariamente”. Bem, considerando a quantidade de lâmpadas que você acende diariamente e de sangue você teria de usar para gerar energia, não seria a Blood Lamp também uma forma de superexploração de recursos naturais? Afinal, você estaria desperdiçando sangue, aumentando a quantidade de vidro no lixo e estimulando a produção de Band-Aids para cobrir os ferimentos.

Uma gota de sangue e a lâmpada acende. Você estaria disposto a se cortar várias vezes por dia para ter luz?
Uma gota de sangue e a lâmpada acende. Você estaria disposto a se cortar várias vezes por dia para ter luz?

Tópicos: Energia, Tecnologias emergentes | 17 Comentários »

Mouse futurista

Por Gisele Ribeiro | 8 de setembro de 2009

Parece até personagem do filme Transformers, mas esse dispositivo aí da foto é um mouse óptico japonês projetado para dar ao usuário a sensação de estar segurando uma caneta. O M-SN1UL ou Scope Node Laser Sensor Mouse (o nome é maior do que o aparelho) tem um sensor a laser que permite ao usuário controlar o cursor na tela com precisão perfeita. A resolução do sensor do mouse é de 1600 contagens por polegada ou 3200 pontos por polegada – o que indica que o movimento que o usuário precisa fazer com o mouse para passear com o ponteiro na tela é mínimo.

Mouse futurista foi desenhado para funcionar como uma caneta

O desenho futurista do mouse, segundo o fabricante Elecom, é baseado na posição de uma caneta durante a escrita, o que garante o repouso da mão e o uso confortável do dispositivo. O mouse pesa 123 g, pluga-se ao computador via USB e é compatível com Windows Vista e Mac OS X. Custa US$ 90 nos EUA.

Tópicos: Computadores, Traquitanas | 8 Comentários »

Evitando a morte súbita

Por Gisele Ribeiro | 8 de setembro de 2009

Tecnologias desenvolvidas para o espaço já fazem parte do nosso cotidiano (leia o artigo 10 tecnologias da Nasa para uso diário), mas essas novidades nunca deixam de nos surpreender. Do outro lado do Atlântico, a Agência Espacial Européia, a ESA, vem desenvolvendo tecnologias para melhorar a saúde do cidadão comum. Recentemente, a ESA lançou um traje para proteger os portadores da Xerodermia Pigmentosa dos raios ultravioletas da luz do Sol e das lâmpadas fluorescentes.

Agora a agência espacial criou um pijama especial que ajuda a prevenir a morte súbita em bebês –milhares de bebês em todo o mundo morrem durante o sono sem nenhum motivo aparente (Sudden Infant Death Syndrom). Batizado de Mamagoose (Mamãe Ganso), o pijama tem cinco sensores embutidos que monitoram continuamente os bebês durante o sono. Três desses sensores checam os batimentos cardíacos da criança, e dois, a respiração. Eles estão ligados a um computador miniaturizado. Ao primeiro sinal de que o bebê parou de respirar, o computador soa um alarme para alertar os pais.

O Mamagoose emite alerta sonoro se o bebê para de respirar durante o sono

Baseado no traje inteligente que monitora os movimentos dos astronautas no espaço, o Mamagoose é composto de duas partes: um lençol conectado ao computador, sobre o qual o bebê deve dormir, e um macacãozinho que contém o sistema sensorial. O pijama salva-vidas ganhou o nome comercial de Babyguard e deve ser lançado em breve.

Tópicos: Ciência e Saúde, Geral | 1 Comentário »

Telefone de pulso high tech

Por Gisele Ribeiro | 13 de agosto de 2009

O S9110, da Samsung, é um telefone de pulso com tela sensivel ao toqueNa CES 2009, a LG apresentou um gadget que atraiu milhares de visitantes ao seu estande - o protótipo avançado de um telefone de pulso com tela sensível ao toque que só os representantes da empresa podiam operar. O dispositivo seria lançado no segundo semestre deste ano no mercado europeu. A concorrente Samsung foi mais rápida e, lançando mão de sua experiência nesse mercado (em 1999 ela lançou o pioneiro celular-relógio SPH-WP10), há duas semanas lançou o S9110, um celular de pulso também com tela sensível ao toque.

Diz a empresa que o S9110 é o telefone de pulso mais fino do mercado (como se houvesse muitos): tem apenas 1,1 cm de espessura graças à tecnologia de montagem de superfície da empresa. E também o mais leve: apenas 91g. A tela sensível ao toque é de 1,76 polegada e foi adaptada para a estrutura de um relógio de pulso. A Samsung quer, com isso, conquistar o usuários de telefones celulares que queiram um item de modo exclusivo que os mantenha conectados em todo lugar, checando seus e-mails no aparelho como se estivessem usando o Outlook. Para falar, o usuário utiliza o fone de ouvido Bluetooth que acompanha o produto. Preço do brinquedo: € 450, na França.

O S9110, da Samsung, é um telefone de pulso com tela sensivel ao toque

Tópicos: Celular, Geral, Mobilidade, Telecomunicações, Traquitanas, Wireless | 6 Comentários »

Einstein aprende a sorrir

Por Gisele Ribeiro | 20 de julho de 2009

O robô Einstein aprendeu sozinho a fazer expressões faciais real&icute;sticas

UC San Diego

O robô Einstein aprendeu sozinho a fazer expressões faciais realísticas

Você está vendo o camarada da foto ao lado? Se a língua dele estivesse de fora, você certamente diria que ele é um sósia do físico Albert Einstein. Mas ele nem humano é. O Einstein aí é um robô criado na Universidade de San Diego, na Califórnia e, em termos de desenvolvimento cognitivo, ele ainda está muito longe da genialidade do pai da relatividade. O que ele consegue fazer, nenhum outro robô faz: expressões faciais incrivelmente realísticas. O robô Einstein aprendeu sozinho a sorrir, franzir a testa, levantar e abaixar as sobrancelhas, arregalar e apertar os olhos e levantar as bochechas.

Os pesquisadores da UC San Diego usaram uma técnica de inteligência artificial conhecida como “aprendizado autoguiado”. Por meio dessa técnica, o robô é colocado diante de um espelho e configurado para movimentar a cabeça de um lado para outro e de cima para baixo, analisando suas próprias expressões faciais durante esses movimentos. Usando o software de detecção de expressão facial Computer Expression Recognition Toolbox (Cert), criado pelos pesquisadores, ele recebe os dados necessários para que seus algorítimos de aprendizado façam o mapeamento entre as expressões faciais e os movimentos dos motores que acionam seus músculos faciais. Uma vez que o robô aprende a relação entre expressões faciais e movimentos dos músculos exigidos para fazê-las, consegue fazer expressões faciais que ele nunca tinha feito antes. Por exemplo: se ele levanta as bochechas, ele vê no espelho que músculos estão envolvidos e passa a fazer outros movimentos faciais, como franzir a testa e apertar os olhos, associados aos mesmos músculos.

O robô Einstein tem hoje 30 músculos faciais, cada um movido por uma corda conectada a um minúsculo servo-motor (tipo de motor auxiliar). Embora altamente realísticas, algumas expressões do Einsten robótico ainda são estranhas. E os pesquisadores acreditam que seu modelo robótico seja muito simples para conseguir as interações corretas entre os músculos faciais e a pele. Mas eles também acreditam que isso mudará a partir do momento que ele passe a usar todos os músculos da face e passe a explorar mais essas expressões. Os pesquisadores se baseiam em teorias de psicólogos de desenvolvimento que sustentam que as crianças aprendem a controlar seus corpos por meio de movimentos exploratórios sistemáticos, incluindo o balbucio para aprender a falar. “No início, os movimentos parecem ser executados de maneira aleatória enquanto as crianças aprendem a controlar seu corpo e a alcançar objetos”, explica Tingfan Wu, estudante de doutorado de ciência da computação do grupo de pesquisa do robô Einstein. Wu espera, um dia, que seu Einstein robótico consiga imitar a célebre expressão facial do verdadeiro Einstein.

Tópicos: Geral, Robótica, Traquitanas, Wireless | 4 Comentários »

Controle pela mente

Por Gisele Ribeiro | 23 de junho de 2009

O Hospital Geral de Massachusetts (EUA) está recrutando voluntários para testar um chip que, implantado no cérebro, permite controlar computadores e aparelhos robotizados. Calma, não se anime muito. Você não vai poder colocar o chip só para não ter de digitar comandos no computador ou melhorar a performance num game. Essa interface cérebro-computador, batizada de Brain Gate, está destinada a pessoas com teatraplegia (paralasia nos membros), danos na medula espinhal e esclerose lateral amiotrófica.

O chip é implantado no córtex motor e vai captar e decodificar a intenção da pessoa em mover o membro que seria usado para acionar um equipamento. O sinal captado é transmitido para o computador por uma antena de radiofrequência implantada do lado de fora do crânio do paciente. O computador capta o sinal da antena e aciona o equipamento. Bacana, né? Os cientistas envolvidos no projeto esperam que o BrainGate possa ajudar, no futuro, os pacientes a controlar os membros paralisados, que, de alguma forma, perderam a conexão com o cérebro.

Diagrama mostra como se dá a comunicação com a máquina usando o implante de chip
Cyberknetics Inc. /Divulgação
Diagrama mostra como é feita a comunicação com a máquina usando o implante de chip

Tópicos: Ciência e Saúde, Inovação tecnológica | 10 Comentários »

O futuro é logo ali

Por Gisele Ribeiro | 1 de junho de 2009

Se você é desses que achavam que o século 21 chegaria com carros voadores, casas flutuantes e robôs arrumando a casa, acabou frustrado diante de anos 2000 menos futuristas: os carros ainda ficam parados no trânsito rodoviário caótico, as casas ainda estão grudadas no chão e os robôs mal conseguem imitar os movimentos humanos. Mas há gadgets que nos mostram que o futuro high-tech está logo ali - pelo menos no campo dos teclados de computadores. É o caso do VBK Bluetooth Laser Virtual Keyboard, da i-Tech. Pequeno a ponto de caber no bolso (3,5cm x 9,2 cm x 2,5 cm), o VBK é um dispositivo que projeta um teclado virtual de 63 teclas e layout QWERTY em qualquer superfície lisa e plana.

O teclado de 29,5cm x 9,5 cm fica posionado a 6,5 cm do projetor, cujo módulo de sensor detecta a luz refletida pela interação do usuário com as teclas digitadas e as envia, via Bluetooth e em tempo real, para o computador, o telefone ou o micro de mão compatível com a tecnologia sem fio. A taxa de detecção é de até 400 caracteres por minuto – o que não chega a comprometer o desempenho do teclado, embora seja um pouco mais lento que os convencionais. A bateria recarregável do projetor dura 2 horas em uso contínuo. Custa US$ 199,99 e pode ser comprado no site da i-Tech.

Tópicos: Computadores, Inovação tecnológica, Tecnologias emergentes, Wireless | 5 Comentários »

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