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    « Viena no clima de Espanha x Rússia | Página inicial | Pelada entre os finalistas »

    Espanha atropela a Rússia e faz a final contra a Alemanha no domingo

    Por Ana França | 27 de junho de 2008

    A Espanha ganhou de 3 x 0 da Rússia na semifinal disputada nesta quinta-feira no Ernst Happel, em Viena.

    A Fúria volta a disputar uma final de Eurocopa 24 anos depois. Em 1984 jogou e perdeu para a França do então genial, Michel Platini. A Espanha vai em busca de seu segundo título na competição, pois foi campeã em 1964, ganhando em sua própria casa. Mas, enfrentará a poderosa Alemanha que é a maior ganhadora da Eurocopa, com 3 conquistas. O time alemão foi campeão em 1972, 1980 e 1996 além de ter dois vices, em 1976 e 1992.

    O jogo de ontem foi disputado debaixo de uma forte chuva e de raios que assustaram quem estava no estádio e quem estava do lado de fora também. Foi o segundo encontro entre as seleções da Espanha e da Rússia na competição. Fizeram o primeiro jogo no dia 10 de junho em Innsbruck, que terminou com vitória espanhola por 4 x 1, com 3 gols de Villa e um de Cesc Fabregas.

    E novamente estes dois personagens foram os destaques do jogo. O asturiano David Villa, artilheiro da Eurocopa com 4 gols, foi cobrar uma falta aos 30 minutos de jogo. Sentiu uma lesão na perna e teve que sair, com lágrimas nos olhos, aos 34 minutos, para a entrada de Cesc Fabregas.

    Villa dificilmente jogará a final e sentiu que a sua brilhante  Eurocopa pode ter acabado naquela cobrança de falta. Conhecido como “el guaje” -  que quer dizer moleque em um dialeto asturiano - saiu aplaudidíssimo e gerou preocupação do lado espanhol, pois Fernando Torres, o outro atacante espanhol estava mal na partida e perdia todas as disputas de bola com os defensores russos.

    Do lado russo, o craque Arshavin era vigiado de perto por Puyol, Marchena e principalmente um incansável Sérgio Ramos que marcou, apoiou, cruzou e chutou a gol, fazendo nesta semifinal a sua melhor atuação na competição.

    O jogo continuava truncado com a Espanha dominando o meio de campo. A melhor chance da primeira etapa foi do artilheiro Pavlyuchenko que ganhou de Marchena na entrada da área e chutou colocado, tirando do alcance de Casillas. Por muito pouco a bola não entrou.

    No intervalo, apreensão dos dois lados e dava para imaginar um segundo tempo cauteloso com as duas equipes procurando não tomar gol para, no mínimo, levar o jogo para a prorrogação.

    Não sei o que o técnico Luis Aragones falou nos vestiários, mas a Espanha voltou totalmente diferente. Com muita raça e vontade, foi pra cima da defesa russa e abriu o marcador logo aos 5 minutos com o oportunismo de Xavi Hernandes, interceptando um chute de seu companheiro de Barcelona, Iniesta, que ia para fora.

    Festa nas arquibancadas do Ernst Happel, no gramado, em Madrid, em Barcelona e em toda a Espanha. E festa até no bar onde eu estava acompanhando a partida. Deu pra perceber nitidamente a preferência dos torcedores austríacos pela Fúria.

    Lembra que lá atrás eu disse que Fabregas foi um dos destaques da partida? Na verdade ele foi um verdadeiro maestro. Conduziu sua seleção com simplicidade, eficiência, classe e objetividade.

    Aos 28 do segundo tempo, Fabregas deu um passe sensacional para Guiza que tinha acabado de entrar, matar no peito e cutucar na saída do goleiro Akinfeev para fazer o 2 x 0 que praticamente selou a classificação da Espanha para a tão sonhada final.

    Guiza, que foi o artilheiro da Liga Espanhola com 25 gols, vinha reclamando de ter que ficar no banco. E mostrou sua importância e qualidade ao não desperdiçar aquele que foi seu momento mágico nesta Eurocopa. Foi até a bandeirinha de escanteio e fez sua tradicional comemoração, apontando como um arqueiro para a arquibancada. Delírio total dos 25.000 espanhóis que estavam em Viena.

    Pra fechar o placar histórico, mais uma bela jogada. Começou com um lindo passe de Iniesta para Fabregas, que aproveitou a avenida que tinha do lado esquerdo para conduzir a bola e dar um passe preciso para David Silva fazer o terceiro aos 38 da etapa final. Prêmio também para o bom jogador do Valencia que é conhecido como “Canario” pela sua origem nas Ilhas Canárias.

    Nem o gol de honra a Rússia conseguiu fazer, pois quando tentou aos 43 com Sychev, Casillas defendeu cara a cara e mostrou porque esta sendo considerado o melhor goleiro da Eurocopa.

    Classificação justa e uma final inédita no próximo domingo. Alemanha e seu futebol vencedor e eficiente contra a Espanha com seu futebol convincente e encantador.

    Quem vai levar a melhor? Façam suas apostas……

    Tópicos: Seleções |

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