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Pesquisadores brasileiros isolam microorganismos antárticos
Por Luís Indriunas | 26 de novembro de 2008
Há cerca de duas semanas, os jornais e, inclusive esse blog, falaram de uma nova espécie descoberta na Antártica e que seria o ancestral mais antigo dos polvos. Os pesquisadores brasileiros que participam do projeto do 403 do Ano Polar (Diversidade Microbiológica do território marinho e outros ecossistemas na Península Antártica) do Censo sobre a Vida Marinha também devem dar suas contribuições para a catalogação de novos espécies animais. Mas ao contrário de espécies que criam um bom impacto visual, recheando os sites e jornais, as novas espécies que estão sendo estudadas nos laboratórios brasileiros são, literalmente, microscópicas.
Apenas, os pesquisadores da Universidade de São Paulo já isolaram seis novas espécies de fungos ou vírus, que foram capturados em mar ou na terra da região antártica, próximo à estação Comandante Ferraz. Uma das espécies é um microorganismo encontrado exclusivamente no solo das ilhas ao redor do continente e que sobrevive a temperaturas abaixo de 20 graus Celsius. Obviamente, a catalogação dessas espécies poderão no futuro ajudar na concepção de novos remédios, por exemplo.
Mas o processo de registro de novas espécies é difícil e prolongado. Coletadas no início desse ano, todo o trabalho, que inclui desde a decodificação genética até a pesquisa em bancos de dados internacionais, demora mais de um ano.
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Luís Indriunas, editor do HSW Brasil, é jornalista formado pela USP e mestre em planejamento do desenvolvimento pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA.