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A única escola brasileira engajada no Ano Polar
Por Luís Indriunas | 29 de setembro de 2008
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| Aluna de Rio Claro pergunta sobre o Ano Polar |
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| O aluno Guilherme Salvador Vieira fala sobre o Ano Polar |
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| Os professores Miriam, Dalberto e Kido no encontro com o pessoal do Ártico |
Graças a iniciativa pessoal da professora de inglês do Colégio Puríssimo Coração de Maria, de Rio Claro, Miriam Hebling Almeida, os alunos do nono ano do fundamental e das classes do ensino médio tiveram a oportunidade de conhecer mais de perto a realidade tão distante da população que vive na região do Círculo Polar Ártico. No dia 24 de setembro, data que os organizadores do Ano Polar escolherem para falar dos povos tradicionais, os alunos brasileiros conversaram via rádio com pesquisadores e moradores inuit do Ártico. Eles estavam em Yellowknife, no Canadá, a 400 km do Círculo Polar Ártico. Esses alunos haviam se preparado antes e elaboraram as seguintes perguntas:
- Como o aquecimento global já afeta a vida dos Inuits e dos moradores das regiões polares em geral?
- Como eles lidam com o derretimento do permafrost (solo congelado que cobre grande parte das regiões polares), que está causando o colapso de casas e a mudança de rota dos animais que eles caçam?
- Como os povos locais vêem a presença dos pesquisadores naquela região, e qual é a importância do IPY para eles?
As respostas foram ouvidas por alunos de vários outros países com fuso-horários semelhantes. Os alunos desse colégio foram os únicos brasileiros a participar da iniciativa. Mas ainda há tempo, para outras iniciativas como as de Miriam. É só procurar os organizadores do Ano Polar no site oficial.
Tópicos: Pesquisas, notícias, reflexões |

Luís Indriunas, editor do HSW Brasil, é jornalista formado pela USP e mestre em planejamento do desenvolvimento pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA.

