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Quase mil pesquisadores no programa antártico

Por Luís Indriunas | 24 de setembro de 2008

Usando a plataforma Lattes do CNPq, o portal Inovação, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, chegou ao número de 967 pesquisadores brasileiros que já participaram do Programa Antártico Brasileiro. Os mais de 20 anos da presença brasileira no continente gelado, geraram 2.694 produções científicas sobre diversas faces da Antártica até hoje. Foram 866 projetos, entre eles, monitoramento do buraco da camada de ozônio, pesquisa da microbiologia local, influência de poluidores no ambiente e nos animais que freqüentam a região entre outros. Os dados sobre esses cientistas está no portal Inovação. Lá você pode também encontrar informações sobre os trabalhos desses pesquisadores. É o primeiro levantamento sobre as pesquisas antárticas. É possível, no entanto, que mais pesquisas brasileiras que não estejam ligadas exatamente ao CNPq tenham sido feitas lá. A idéia dos formuladores do portal é que esses cientistas possam trocar mais informações entre si a partir desse mapeamento, que contará até dezembro com um gráfico em forma de teia. O trabalho foi mostrado no 16º Simpósio sobre Pesquisas Antárticas que acontece até sexta-feira no Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo.

Aliás, o simpósio é interessante por mostrar não só pesquisas sobre Ciências da Vida e da Terra com áreas aparentemente nada ligadas aos assuntos como arquitetura e psicologia. A doutora em saúde pública pelo Fundação Osvaldo Cruz, Geny O. Cobra, por exemplo, pesquisou a dinâmica da psicologia social dos pesquisadores antárticos sobre sua vida em confinamento durante suas viagens ao desértico continente. Mas, a maior contribuição entre as, digamos, ciências diferenciadas foi sem dúvida da arquiteta Cristina Engel Alvarez, que vêm acompanhando a construção e reformas da estação Comandante Ferraz há anos. Cristina estuda questão do conforto e desperdício de energia na estação. Não há dúvida que há um certo desperdício de energia e água que ainda tem que ser melhor trabalhado. Inclusive, para evitar que falta água em fortes invernos como os desse ano. (para mais informações veja o blog Verão Abaixo de Zero). Aliás, segundo ela, entre as bases científicas vizinhas, a Comandante Ferraz é pioneira no monitoramento do gasto energético  e de água. “A quantidade de lixo todas as estações monitoram, mas poucas monitoram seus gastos e desperdícios com água e energia como nós”, afirmou a arquiteta. Aliás, uma boa notícia. A reforma da estação, que eliminou várias paredes unindo os conteineres, possibilita uma economia de energia que não havia anteriormente.  

Tópicos: Pesquisas, curiosidades, notícias |

2 Respostas para “Quase mil pesquisadores no programa antártico”

  1. KauaN MouraH disse:
    26 de outubro de 2008 às 11:09

    véééiuuu muitoo massa esse siteee

    quebrou um galhaaaasso
    pra miim num
    trabalho do escola
    ….

    valeeeu vuh!

    ^^

  2. Luís Indriunas disse:
    27 de outubro de 2008 às 15:00

    Obrigado, Kauã, que bom que pudemos ajudar a ampliar os conhecimentos das pessoas.

Comentários