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Males do CFC devem acabar em 60 anos, diz pesquisadora

Por Luís Indriunas | 17 de setembro de 2008

Desde os anos 90, o CFC (clorofluorocarboneto) foi substituído por outros componentes químicos refrigerantes nos sprays, geladeiras, freezers e ares condicionados. Isso porque os cientistas constataram que o produto é o principal responsável pelo crescimento do buraco na camada de ozônio, que aumenta a incidência dos prejudiciais raios ultravioletas na Terra. Mas, mesmo eliminado dos lares, escritórios e fábricas, o CFC ainda provoca desastres como foi constatado pela Organização Mundial de Metereologia. No dia 13 de setembro, os equipamentos que monitoram a camada registravam 27 milhões de quilômetros quadrados de buraco contra 25 milhões do ano passado. Ou seja, ao contrário do que foi dito no ano passado por alguns governos como o britânico, o buraco na camada de ozônio ainda existe, cresce e preocupa. Mas então o que fazer? Bom, em relação ao CFC, é preciso esperar.

Segundo a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), Neusa Paes Leme, o CFC ou, mais precisamente, o cloro só estará eliminado da atmosfera daqui a 60 anos. Parece ruim, mas as estimativas são melhores que as anteriores que era de 100 anos para a influência da substância na estratoesfera acabar. Para a especialista em ozônio, o aumento do buraco este ano se deve principalmente ao inverno rigoroso que ocorreu na estratosfera acima da Antártica. “Com a temperatura elevada nessa área superior da atmosfera, há um aumento da concentração de cloro que estava circulando na área abaixo para a região”, explica a pesquisadora.

Os números desse ano, apesar de preocupantes, devem ficar abaixo dos de 2006, quando houve um recorde da extensão do buraco (mais de 29 milhões de quilômetros quadrados). As estimativas são de uma redução de 15% em 2008 em relação a 2006, o que é bastante importante já que o ciclo da atmosfera é bianual. Mas, como a própria Neusa diz, são apenas estimativas. Afinal, o monitoramento é feito há apenas 20 anos e há vários fatores na dinâmica da estratosfera que os cientistas ainda não compreendem  plenamente.  

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Tópicos: Pesquisas, notícias, reflexões |

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