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Mais de 550 pingüins recolhidos na Bahia e muito mais pelo país

Por Luís Indriunas | 20 de agosto de 2008

Ainda não existe um número consolidado de pingüins que chegaram às praias brasileiras neste inverno de migração atípica. Mas há números prévios que mostram centenas de pingüins visitando o território brasileiro. Somente na Bahia, foram 575 pingüins de Magalhães, segundo o veterinário Rodolfo Pinho da Silva Filho, do Centro de Recuperação de Mamíferos da Universidade Federal do Rio Grande, que esteve no litoral baiano para ajudar no resgate e tratamento. Esses pingüins estão sob os cuidados do Instituto de Mamíferos Aquáticos da Bahia. Além deles, há cerca de 140 no Espírito Santo. Outros 130, no Rio de Janeiro. E assim, por diante, até o sul. Um levantamento exato só deve acontecer no final de setembro ou outubro, data em que eles normalmente voltam para a Patagônia.

A principal diferença dos pingüins achados na Bahia para os do Rio Grande do Sul, que hoje chegam a cerca de 60, é que os do nordeste são normalmente jovens e chegam magros e fracos pelo esforço de ir atrás de comida até tão longe. Os do sul chegam normalmente sujos de óleo, mas ainda alimentados. O óleo acaba afetando sua termoregulação e eles procuram a praia para tentar se esquentar. O tratamento para cada um também é diferente. Os “baianos” devem ser alimentados e demoram de 30 a 60 dias para se recuperarem e poderem voltar para sua jornada. Os “gaúchos” obviamente são também alimentados, mas, principalmente, são limpos (basicamente com detergente) e têm que esperar cerca de 15 dias para voltarem para o mar.

Aliás, milhares de outros pingüins nem aparecem para nós. São cerca de 1,3 milhão desses pingüins, segundo o site seaworld. A migração desses pingüins que acontece de fevereiro a novembro sempre ocorre em alto mar. Lá eles se alimentam e depois voltam para a Patagônia. Aportar na praia não é usual, é uma necessidade. Quanto aos motivos para eles terem chegado na Bahia, ainda é uma incógnita para os pesquisadores. Pode ser falta de alimento, correntes marítmas diferentes, alguma ameaça… “De qualquer modo, o Brasil só tem pesquisa sistemáticas sobre pingüins nos últimos 15 anos. É muito pouco tempo para avaliar precisamente esses fenômenos”, afirma Rodolfo.

As fotos abaixo mostram um pouco do trabalho do Federal do Rio Grande. Ah, e se quiser mais detalhes do sistema de trabalho deles, clique aqui.

 

Tópicos: Pesquisas, notícias |

Uma resposta para “Mais de 550 pingüins recolhidos na Bahia e muito mais pelo país”

  1. matheus 9 anos disse:
    9 de setembro de 2008 às 14:59

    Eu acho legau o trabalho de vcs achudando vidas maritimas

Comentários