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Que espécie de pingüim está chegando a Bahia?

Por Luís Indriunas | 4 de agosto de 2008

Os pingüins que estão chegando até a Bahia são os da espécie “de Magalhães” (Spheniscus magellanicus), que vivem em um vasto território próximo à Antártida. Há pingüins de Magalhães, como esses da foto de Karen Massier (iStock), na Patagônia (sul do Chile e Argentina) e, como são nômades, há registro deles terem chegado até a Austrália. A população estimada é de 2,6 milhões bichinhos que medem cerca de 70 centímetros e pesam um pouco mais de quatro quilos em média. Com essa enorme população, é normal que se presuma que eles não devem estar ameaçados. Mas não é bem assim. Em 2000, União Internacional pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) considerou a espécie próxima da ameaça, apesar da população estável. Isso por causa, principalmente, da exploração petrolífera com sua conseqüente poluição e da pesca desenfreada de espécies de peixes que são sua base alimentar. Para se ter uma idéia, nas ilhas Faulkland (ou Malvinas para quem preferir) de 1989 até 2000, houve uma queda de 50% na sua população nativa. É bem provável que essa chegada atípica de pingüins de Magalhães a regiões quentes como o nordeste brasileiro possam acabar confirmando uma tendência de ameaça. Tomara que esse status seja também atípico como a ocorrência deles em terras tão quentes.

Tópicos: curiosidades, notícias |

3 Respostas para “Que espécie de pingüim está chegando a Bahia?”

  1. Andrei disse:
    17 de agosto de 2008 às 18:22

    Prezado Sr. Favor corrigir informacoes sobre os pinguins.
    A especie que ocorre no Brasil esta certa, mas ela nao ocorre na Australia. Sua populacao não e de 2,6 milhoes e sim de no maximo 950000 pares (ver Los pinguinos de las costas argentinas: estado poblacional y conservaion, Hornero 20(1):5-23).
    As aves nao possuem 7 kg, chegam no maximo a 4,5 kg.
    Embora sofra com derramamentos de oleo, competicao com pesca, degradacao de habitat e poluicao marinha, suas populacoes aparentam estar estaveis.
    A ocorrencia das aves no NE do Brasil, a principio nao tem relacao com aquecimento global e sim com a corrente fria das Malvinas, que este ano pode estar mais intensa.

  2. Luís Indriunas disse:
    18 de agosto de 2008 às 11:12

    Caro Andrei,

    muito obrigado pelos seus comentários. Já corrigi a questão da pesagem da espécie. Quanto às informações sobre a Austrália, o texto anterior estava realmente mal escrito. As informações da IUCN era de chegada até a Austrália durante sua migração apenas. As outras, quanto à população e degradação estão no site da IUCN. (o endereço é:http://www.iucnredlist.org/search/details.php/40264/summ). Ah, também passo para os leitores o endereço do artigo que é citado no seu comentário (http://www.scielo.org.ar/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-34072005000100002&lng=es&nrm=iso). Novamente, obrigado pelas correções.

    Abs.

  3. Palas Atena disse:
    21 de outubro de 2008 às 6:42

    Olá
    Gostaria de fazer uma observação…quando adulto, em média 4 kg, porém em momento de muda, pode chegar a 7,79 kg, sendo assim, ambos os comentários estão corretos, faltando apenas uma descrição mais detalhada do peso e em q momento atinge a determinada pesagem…obrigada ;)

Comentários