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O drama de um peixe antártico
Por Luís Indriunas | 11 de julho de 2008

Ele está na mesa de grandes gourmets. É saboroso. O quilo de uma merluza negra, conhecida também como bacalhau de profundidade, pode chegar a US$ 24. E a vida desse peixe que mora nas águas frias da Antártica está ameaçada. Eles vivem 50 anos, mas têm uma difícil e lenta reprodução. Pescadores legais e ilegais, principalmente na Patagônia, acabam pegando merluzas novas com cerca de 10 anos, época em que ela está começando a atingir a maturidade. Os ecologistas tentaram incluir a merluza negra, que em inglês se chama toothfish, no anexo 2 da Convenção Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção, Cites, em 2002, mas não conseguiram. Se tivessem tido sucesso, sua venda estaria proibida, assim como aconteceu com o mogno, da Amazônia. Por enquanto, no entanto, ele continua sendo consumido indiscrimadamente em vários países. Assim, se alguém te oferecer um filé de merluza pense bem antes de comer.
Para saber mais sobre a merluza, clique aqui e leia algumas informações da pesquisadora norte-americana Cassandra Brooks que estuda a vida desses animais. A foto acima é Alexander Colhoun, cedida pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Tópicos: Pesquisas, curiosidades, reflexões |

Luís Indriunas, editor do HSW Brasil, é jornalista formado pela USP e mestre em planejamento do desenvolvimento pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA.
11 de julho de 2008 às 17:33
A modernidade parece fazer com que as pessoas pensem cada vez mais no fim, e simplesmente ignorem os meios.
Quem não aprecia um bom filet de peixe? Se a merluza está em extinção? Ah, paciência: me dá logo meu talher que eu tô com pressa!
Parabéns ao blogueiro pelo post. Se me permite a sugestão: grifo no “se alguém te oferecer um filé de merluza pense bem antes de comer”.